Frei
Giribone Obra Missionária Virgem do Carmo Peregrina
Rio Grande, RS, 30 de março de 2012 VOLTAR PÁGINA IGREJA CATÓLICA
Obra Missionária Virgem do Carmo Peregrina
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“JESUS CRISTO É O REI DE NOSSAS VIDAS”.
DOMINGO DE RAMOS
Pax Domini sit semper vobiscum!
A semana santa se inicia com a Missa dos Ramos. Nela recordamos o fato da entrada de Jesus em Jerusalém. Ele entra para a vitória sobre morte. Seu povo não entendia o significado desta entrada. O sentido da doação máxima que Jesus iria fazer em favor de seu povo e de toda humanidade. A revelação de Deus chega ao seu ápice na pessoa de Jesus Cristo. A nossa libertação só será possível no momento em que aceitarmos a sua pessoa de forma integral. Iniciemos mais esta semana santa recordando o imenso amor de Deus por todos nós e pedindo a graça de uma profunda conversão.
ORAÇÃO: Deus eterno e todo-poderoso, para dar aos homens um exemplo de humildade, quisestes que o nosso Salvador se fizesse homem e morresse na cruz. Concedei-nos aprender o ensinamento da sua paixão e ressuscitar com ele em sua glória. Por nosso Senhor Jesus Cristo na unidade do Espírito Santo. Amém.
EVANGELHO (Mc 11, 01-10):
Quando se aproximaram de Jerusalém, na altura de Betfagé e de Betânia, junto ao monte das Oliveiras, Jesus enviou dois discípulos, dizendo: “Ide até o povoado que está em frente, e logo que ali entrardes, encontrareis amarrado um jumentinho que nunca foi montado. Desamarrai-o e trazei-o aqui! Se alguém disser: ‘Por que fazes isto?’, dizei: ‘o Senhor precisa dele, mas logo o mandará de volta’”. Eles foram e encontraram um jumentinho amarrado junto de uma porta, do lado de fora, na rua, e o desamarraram. Alguns dos que estavam ali disseram: “O que estais fazendo, desamarrando este jumentinho?” Os discípulos responderam como Jesus havia dito, e eles permitiram. Trouxeram então o jumentinho a Jesus, colocaram sobre ele seus mantos, e Jesus montou. Muitos estenderam seus mantos pelo caminho, outros espelharam ramos que haviam apanhado nos campos. Os que iam à frente e os que vinham atrás gritavam: “Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor! Bendito seja o reino que vem o reino de nosso pai Davi! Hosana no mais alto dos céus!”
“Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana no mais alto dos céus!”
A entrada jubilosa de Jesus em Jerusalém nos recorda que ele é recebido por aqueles que estão mais abertos ao projeto de Deus. Ele também será condenado nesta mesma cidade por aqueles que não querem se abrir a nova realidade. Por aqueles que preferem à segurança pessoal em vez da insegurança dos que concretizam a vontade de Deus em suas vidas. Os que aceitam a luz rejeitam as trevas e as trevas odeiam a luz. Por isto os seguidores de Cristo sempre serão odiados pela sociedade que é alicerçada na mentira dos bens corruptíveis.
O povo de Israel estava ansioso pela chegada do Messias, o “ungido do Senhor” que traria a verdadeira libertação que esperava. A espera do Salvador, aos poucos foi deteriorada pela influência política e social dos que se serviam da religiosidade do povo para seus benefícios particulares o que vai desencadear na crise que levará Jesus a cruz.
Podemos cair na tentação de julgarmos os judeus por não aceitarem a Jesus, mas a situação que se desenrolava não era tão simples. Os interesses que envolviam a religião muitas vezes forçavam o povo a outras atitudes que não estavam de acordo com a sua originalidade. Dai podemos entender sua dificuldade de assumirem na totalidade o que Jesus lhes apresentava. A sua mensagem envolvia uma transformação muito mais radical do que eles pensavam. Até nos dias de hoje é muito difícil entender a linguagem contraditória do Reino de Deus, do projeto de vida de Deus em relação a cada pessoa humana.
Talvez tenhamos curiosidade para saber o que significa a palavra “hosana” e porque ela é aplicada especialmente neste dia dentro da liturgia. Fizemos uma pesquisa no Dicionário Enciclopédico da Bíblia (Editora Herder de Barcelona), para entendermos com mais profundidade o sentido e o significado desta palavra. É uma palavra hebraica que significa “vem em ajuda, dá-nos a salvação”. Esta palavra se encontra no salmo 118, 25 como forma de oração para pedir a Deus sua ajuda permanente depois da vitória. Na festa das Tendas, “hosana” se converteu em uma oração corrente de súplica e também um grito de louvor. Neste dia se fazia uma procissão com palmas de vários tipos, cantando as orações com a invocação hosana como estribilho. Esta palavra só se encontra no relato da alegre entrada de Jesus em Jerusalém. Todas as fórmulas usadas significam o cumprimento da espera messiânica. Se o povo que recebeu Jesus estava utilizando esta palavra é porque já estava tendo consciência da sua missão. Algumas pessoas do povo, pelos sinais que ele realizava, percebiam uma nova era que se iniciava em sua história.
Jesus vem em nome do Senhor. Ele é o senhor, verbo encarnado que vem aos que se abrem ao novo projeto de salvação. Deus tem uma linguagem paradoxal, que às vezes parece, para nossa lógica contraditória, mas Ele nos vê como criaturas em particular, com a nossa individualidade e na comunidade com os dons que devem ser partilhados. A Jerusalém de hoje é o nosso coração que precisa estar aber to para recebê-lo com alegria.
Vamos neste início da semana santa acompanhar os passos de Jesus que culminará no grande sinal que comprova sua divindade.
“Senhor Jesus, que possamos vos receber com alegria em nosso coração.”
Rio Grande, 30 de março de 2009.
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MENSAGEM Nº 663 ANO XIII – III DOMINGO DA QUARESMA (B)
“JESUS VEIO REALIZAR A VONTADE DO PAI”.
Pax Domini sit semper vobiscum!
As atitudes de Jesus só poderão ser entendidas no momento em que percebemos o grande objetivo de sua vinda até nós. A ressurreição de Jesus é o fato mais importante para o cristianismo. Nela temos a certeza da nossa futura ressurreição. Jesus é radical em relação ao Templo de Jerusalém que era consagrado ao culto de Javé. Ele não admite mistura de objetivos nas coisas de Deus. Não podemos buscá-lo em seguranças econômicas. O verdadeiro culto é um exercício de abertura ao amor de Deus que muitas vezes é vivido no sofrimento e na miséria. O tempo da quaresma é um convite a uma abertura profunda a graça de Deus vivida no amor solidário.
ORAÇÃO: Ó Deus, fonte de toda misericórdia e de toda bondade, vós nos indicastes o jejum, a esmola e a oração como remédio contra o pecado. Acolhei esta confissão da nossa fraqueza para que, humilhados pela consciência de nossas faltas, sejamos confortados pela vossa misericórdia. Por nosso Senhor Jesus Cristo na unidade do Espírito Santo. Amém.
EVANGELHO (Jo 02, 13-25):
Estava próxima a páscoa dos judeus e Jesus subiu a Jerusalém. No templo, encontrou os vendedores de bois, ovelhas e pombas e os cambistas que estavam aí sentados. Fez então um chicote de cordas e expulsou todos do templo, junto com as ovelhas e os bois; espalhou as moedas e derrubou as mesas dos cambistas. E disse aos que vendiam as pombas: “Tirai isto daqui! Não façais da casa de meu Pai uma casa de comércio!” Seus discípulos lembraram-se, mais tarde, que a escritura diz: “O zelo por tua casa me consumirá”. Então os judeus perguntaram a Jesus: “Que sinal nos mostras para agir assim?” Ele respondeu: “Destruí este templo, e em três dias o levantarei”. Os judeus disseram: “Quarenta e seis anos foram precisos para a construção deste santuário e tu o levantarás em três dias?” Mas Jesus estava falando do templo do seu corpo. Quando Jesus ressuscitou, os discípulos lembraram-se do que tinha dito e acreditaram na escritura e na palavra dele. Jesus estava em Jerusalém durante a festa da páscoa. Vendo os sinais que realizava, muitos creram no seu nome. Mas Jesus não lhes dava crédito, pois ele conhecia a todos; e não precisava do testemunho de ninguém acerca do ser humano, porque ele conhecia o homem por dentro.
“Que sinal nos mostra para a gir assim?” Ele respondeu: “Destruí este templo, e em três dias o levantarei”.
A ressurreição de Jesus é o grande sinal da autenticidade de sua missão. Jesus é o Messias, o Consagrado, o Filho de Deus que irá restaurar todas as coisas não só para os judeus, mas para todos os que aceitarem a Boa Nova da Salvação.
Esta passagem do evangelho sempre nos causa certa preocupação em relação ao uso dos bens materiais, especialmente o que é relacionado ao culto. O templo de Jerusalém era o local privilegiado da manifestação de Deus. Ele representava toda unidade do povo de Israel. A atitude radical de Jesus relativiza o templo material e coloca a sua pessoa em primeiro lugar. Jesus representa cada um de nós neste momento. Deus quer habitar em nosso coração. Quer fazer parte de nossa intimidade. Muitas vezes transformamos nossa relação com Deus em algo formal e nos esquecemos que Ele é nosso amigo que caminha conosco em todos os momentos de nossa existência. O diálogo com Deus pode ser feito em qualquer lugar. A oração nos faz conhecer qual o plano de Deus em relação a nossa vida e nos dá coragem para concretizá-lo dentro da realidade que vivemos.
A afirmação do evangelho de que Jesus conhecia o homem por dentro nos faz refletir na grandiosidade de Deus em relação as suas criaturas. Somos muito importantes para o nosso Criador, somos a obra prima de seu amor. O pessimismo implantado pela sociedade em nossos corações já não consegue nos influenciar. Tornamo-nos novas criaturas, livres na força da certeza do amor do Senhor. Esta é a verdade que nos levará a liberdade e a paz. Não nascemos para sermos escravos da imposição das relações comerciais instigada pela “grande mídia”.
Deus é eternamente solidário conosco. Ele não nos cobra nada. Devemos ter esta mesma atitude em nossa vivência religiosa. O dízimo é uma responsabilidade fundamental quando é direcionado no sentido verdadeiro, mas não pode fazer parte da essência de nossa pregação. É uma oferta de nossa generosidade, de nossa boa vontade de ver as coisas de Deus progredirem para o bem do próximo.
Muitas pessoas querem utilizar o sentido religioso para enriquecer. Deixam a conversão pela ganância o que as coloca fora do plano de Deus. O dinheiro precisa ser nosso servo e não podemos servir ao dinheiro. Ele deve ser utilizado para a nossa manutenção porque infelizmente o homem não foi c apaz de criar outro tipo de valor para sua sobrevivência. Os cristãos católicos devem estudar mais a doutrina da Igreja para não caírem em nenhum embuste de prosperidade imediata pregada pelas falsas religiões. Nós temos tudo. Os sete sacramentos são os sinais visíveis da presença de Cristo em nosso meio através da ação do Espírito Santo dentro da Igreja.
A ressurreição de Jesus vai ser a confirmação de tudo o que ele afirmou sobre a sua pessoa. Um dos motivos graves que levaram Jesus a ser condenado à morte foi a relativização do templo que era um “centro comercial” muito importante para os judeus. Beneficiava a vida de muitas pessoas no sentido econômico. A casa de Deus não é um comércio, mas lugar de paz e alegria.
Ser pobre significa ser solidário tanto com os bens materiais como espirituais. Devemo s saber que o que temos não nos pertence. Somos parte de uma grande comunidade onde o bem que fizermos irá influenciar na vida de todas as pessoas.
“Senhor Jesus que o nosso amor se volte para todos que necessitam de nossa solidariedade”.
Rio Grande, 05 de março de 2012.
Obra Missionária Virgem do Carmo Peregrina
MENSAGEM Nº 658 ANO XIII – V DOMINGO DO TEMPO COMUM (B)
“JESUS CURA E TRANSFORMA TODA PESSOA”.
A Paz do Senhor Jesus Cristo esteja sempre convosco!
Estar com Jesus é estar com a salvação. Ele nos liberta de todos os males, físicos e espirituais. Onde Jesus passava havia diversas curas. A verdadeira cura é a nossa conversão ao essencial. É uma transformação geral que acontece com toda a pessoa. Mais do que nosso físico corruptível devemos ser curados no centro de nossa alma aonde o Senhor quer habitar. Quando nos enchemos do Espírito Santo nos tornamos da mesma forma instrumentos de salvação de nossos irmãos. Seremos felizes quando soubermos a razão de nossa existência e vivermos de acordo com ela.
ORAÇÃO: Velai, ó Deus, sobre a vossa família, com incansável amor; e, como só confiamos na vossa graça, guardai-nos sob a vossa proteção. Por nosso Senhor Jesus Cristo na unidade do Espírito Santo. Amém.
EVANGELHO (Mc 01, 29-39):
Naquele tempo, Jesus saiu da sinagoga e foi, com Tiago e João, para a casa de Simão e André. A Sogra de Simão estava de cama, com febre, e eles logo contaram a Jesus. E ele se aproximou, segurou sua mão e ajudou-a a levantar-se. Então, a febre desapareceu; e ela começou a servi-los. À tarde, depois do pôr-do-sol, levaram a Jesus todos os doentes e os possuídos pelo demônio. A cidade inteira se reuniu em frente da casa. Jesus curou muitas pessoas de diversas doenças e expulsou muitos demônios. E não deixava que os demônios falassem, pois sabiam quem ele era. De madrugada, quando ainda estava escuro, Jesus se levantou e foi rezar num lugar deserto. Simão e seus companheiros foram à procura de Jesus. Quando o encontraram, disseram: “Todos estão te procurando”. Jesus respondeu: “Vamos a outros lugares, às aldeias da redondeza! Devo pregar também ali, pois foi para isso que eu vim”. E andava por toda a Galiléia, pregando em suas sinagogas e expulsando os demônios.
“Jesus curou muitas pessoas de diversas doenças e expulsou muitos demônios”.
A passagem de Jesus fazia que as pessoas ficassem curadas. Não só de um mal físico, mas especialmente de um mal espiritual. O reinado de Deus leva as pessoas a uma paz interior capaz de curá-las de todos os males. A verdadeira cura acontece em todas as dimensões da pessoa especialmente quando ela descobre o sentido de sua vida. Percebemos muitas pessoas afastadas delas mesmas vivendo uma vida de angústia e sofrimento. Quando o homem se afasta da presença de Deus ele se afasta de sua própria felicidade. Somos desafiados a crescermos em todas as dimensões de nossa vida. Jesus nos apresenta uma libertação em todos os níveis numa profunda experiência do amor de Deus que nunca se afasta de nós por sermos suas criaturas e pela consagração batismal que qualifica esta realidade.
Somos criados conforme a imagem de Deus. O nosso criador está muito acima de nós. Tudo faz parte de um grande mistério. Por esta razão é muito difícil de nós nos conhecermos e nos entendermos numa dimensão mais profunda. As curas que Jesus realizava faziam que as pessoas vivessem uma nova dimensão. Não há cura sem conversão. Se vivermos uma total entrega numa amizade profunda com Jesus teremos também nós a experiência de sermos curados, pois todos somos enfermos pela presença do pecado no mundo.
É interessante de se observar como Jesus segura na mão da sogra de Pedro e ela se levanta e se põe a servir. O toque de Jesus é curativo porque Deus é o autor da vida. O poder divino de Jesus transforma todas as coisas em novas. Quando Ele nos toca nos transforma, nos capacita para vivermos uma vida nova cheia de alegria e paz. O fato de esta mulher sair e se por a serviço nos indica que a experiência de amor com Cristo nos leva a uma ação que não é mais vazia. A verdadeira evangelização é fruto de amor. Não é fruto de uma teoria vazia. Não adianta pensar e falar sem amar, pois é o amor que vai fazer a diferença em nossa vida.
Hoje temos muitas religiões do imediatismo que se utilizam de Cristo para seus próprios benefícios. É cultuado o “deus dos consolos” e não os “consolos de Deus” que passam pela cruz e pelo sacrifício oferecido. Quando esquecemos o valor da doação e do oferecimento começamos a pensar em nós mesmos. Estas religiões servem mais para um crescimento econômico dos pregadores do que para solucionar na raiz o problema existencial das pessoas. Oferecem soluções imediatas para problemas que tem grande profundidade. Normalmente os que abandonam a Igreja são pessoas fracas na fé que tem um nível cultural e espiritual insuficiente e com uma afetividade desajustada. Temos três grandes tesouros que jamais podemos abandonar pela pregação de qualquer pessoa que são a Palavra de Deus, a Eucaristia e a Devoção a Maria como intercessora e modelo de obediência a Deus. Tudo que fere estes grandes tesouros não vem de Deus.
Sem a fé com base no evangelho não poderemos entender o sentido do sofrimento que faz parte de nossa existência limitada em preparação para a eternidade onde estas características não terão ma is influência sobre nós. Quando aprendemos o sentido da negação de nós mesmos, o despojamento de nosso egoísmo vamos aceitando a realidade de nossa vida e vencendo o imediatismo, o relativismo e o individualismo.
O que adiantaria sermos curados fisicamente se nossos sentimentos e nossa entrega a Deus não são curados? O que adianta termos tanta prosperidade se não nos amamos e somos solidários? Nesta crise de relacionamento que estamos vivendo precisamos recorrer ao que realmente pode nos ajudar. Precisamos buscar em Cristo, o verdadeiro amigo, uma vida de conversão e mudança em busca do essencial.
“Curai Senhor Jesus o nosso coração de todo fechamento ao vosso infinito amor”.
Rio Grande, 31 de janeiro de 2012.
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